quarta-feira, 20 de julho de 2011

Quem é mais inteligente - o homem ou a mulher?

O cérebro é responsável por comandar todo o corpo humano e, como os corpos do homem e da mulher possuem diferenças físicas, principalmente nos órgãos reprodutivos, será que seus cérebros também são diferentes? E se essas diferenças existirem, como será que elas influem na inteligência?
Em 1966, um neuroendocrinologista americano chamado Seymour Levine publicou um artigo que resumia o conhecimento sobre o cérebro e sua diferença entre os sexos naquela época. O seu artigo todo tratava apenas de uma região do cérebro, o hipotálamo, responsável por regular os hormônios. Durante muito tempo, acreditou-se que a diferença cerebral entre o homem e a mulher se restringia ao hipotálamo, devido aos hormônios e, consequentemente, aos comportamentos reprodutivos.
Atualmente os cientistas têm evidências de que a diferença entre o cérebro do homem e da mulher vai muito além e influencia atitudes relacionadas a agressividade, comportamentos sociais e até dor. Inclusive, existem estudos tentando verificar como essas diferenças podem influenciar em termos de inteligência.
Um estudo conduzido nos EUA pela equipe do Dr. Richard Haier, da Universidade da California, examinou a relação entre a variação estrutural do cérebro e a inteligência geral de homens e mulheres. Como medida de inteligência, foi usado o índice mais conhecido, o QI, e para analisar as estruturas cerebrais , utilizaram-se equipamentos de ressonância magnética.
Comparando pessoas com um mesmo nível de QI, descobriu-se que nas áreas do cérebro relacionadas à inteligência, as mulheres possuíam mais substância branca e menos substância cinzenta, quando comparadas aos homens. De forma simplista, conclui-se que o homem pensa mais com a substância cinzenta, associada aos centros de processamento de informação, e a mulher mais com a substância branca, associada à conectividade entre esses centros de processamento. Portanto, apesar de o homem e a mulher pensarem de maneira diferente, os cientistas descobriram que isso não afeta o seu desempenho em testes amplos de inteligência.
Por outro lado, de acordo com Rex Jung, um dos pesquisadores que participou desse estudo, esse resultado pode ajudar a explicar porque o homem tende a ser melhor em tarefas que requerem processamento mais localizado, como a matemática, enquanto mulheres são melhores em integrar e assimilar informação de regiões diferentes do cérebro, o que auxilia na linguagem.
Este estudo também pode ajudar a esclarecer o motivo pelo qual diferentes tipos de traumas na cabeça são mais desastrosos para um sexo que para o outro. Por exemplo, a mulher possui mais regiões relacionadas à inteligência localizadas no lóbo frontal, a região próxima à testa. Isso bate com dados clínicos indicando que danos ao lobo frontal em mulheres são muito mais destrutivos do que o mesmo tipo de dano em homens.
Atualmente sabemos que o cérebro possui a capacidade de se modificar de acordo com os estímulos recebidos, conhecida como neuroplasticidade. Dessa forma, o ambiente no qual uma pessoa é criada acaba influenciando o desenvolvimento do seu cérebro e, como em certas culturas o homem é criado de maneira muito diferente da mulher, seus cérebros também se desenvolverão de maneira diferente. Mas, como esse estudo mostrou, o fato de serem diferentes não faz com que um sexo seja melhor que o outro em termos de inteligência.


Fonte:http://http://www.portaldafisioterapia.com/?pg=neurociencia&id=1255

Veja quais os cuidados necessários para praticar exercícios físicos no inverno

Se no calor as atividades ao ar livre são mais freqüentes, durante o frio é preciso prestar atenção em alguns detalhes. Para que tudo ocorra de forma certa e não prejudicial à saúde, é importante caprichar no aquecimento. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, entrevistamos o personal trainer Carlos Klein, da equipe Movimente-se (www.movimente-se.com). Leia abaixo:

1) Quais os tipos de exercícios apropriados ou mais indicados para serem praticados no inverno?
Não existe uma atividade física mais indicada para a prática durante o inverno. O que deve existir é uma atenção à adaptação do corpo em função das condições climáticas para os movimentos que serão desenvolvidos no período de baixas temperaturas. A natação, por exemplo, se não for praticada em uma piscina aquecida, fica muito mais difícil. A corrida também é outro exercício que deve ser praticado, levando-se sempre em consideração o cuidado com o clima, pois as temperaturas corporais e do ambiente podem entrar em choque durante a atividade física.
2) Sabemos que o aquecimento é primordial antes de qualquer exercício. Qual tipo de aquecimento é o mais indicado para esse tempo?
No inverno o aquecimento para começar o treino ganha ainda mais importância. Além de aumentar a temperatura corporal, ele lubrifica as articulações, o que ajuda a prevenir eventuais lesões. Uma excelente maneira de aquecer é combinar um alongamento dinâmico, que são movimentos corporais que exploram toda a amplitude articular, realizados de forma lenta e em diversos planos, combinado com o tradicional trabalho cardiovascular, na esteira ou bicicleta em intensidade leve a moderada, por 10 a 15 minutos antes de iniciar a parte principal do treino.
3) Só o aquecimento é suficiente para evitar lesões ou existe mais algum cuidado especial?
Os mesmos cuidados tomados no verão devem ser respeitados também nos dias mais frios. É claro que se o indivíduo vai praticar esportes específicos dessa temporada, tais como Ski e Snowboard, é essencial que use todas as proteções e respeite seus limites antes de aumentar o nível de dificuldade. Para quem escolheu essas modalidades, o interessante seria iniciar uma preparação, com trabalho proprioceptivo, pelo menos dois meses antes da viagem para a estação de neve.
4) Com o clima frio quais cuidados devemos ter ao praticar uma atividade ao ar livre?
O ar seco e aumento da poluição, inerentes a essa época do ano, provocam maior irritação das vias aéreas superiores. Por isso, é preciso prestar atenção à hidratação, molhando a boca ou ingerindo algum líquido, mesmo em pequena quantidade, a cada 5 ou 10 minutos de atividade. Dessa forma, é possível diminuir a irritação provocada pelo clima do inverno.
5) No inverno fica mais difícil emagrecer?
Fica, pois nos permitimos comer mais do que o normal e ingerimos alimentos mais calóricos. Além disso, as pessoas ficam com menos vontade de sair do aconchego da cama, sofá ou do ambiente confortável do trabalho, e ir à academia para praticar a atividade física. No inverno, as pessoas ingerem mais calorias do que gastam e o resultado disso são os quilos a mais na balança.
6) Qual a roupa ideal para ser usada?
A roupa ideal para ser usada é aquela com tecido leve e fácil de tirar, pois com o movimento da atividade, a temperatura corporal aumenta naturalmente e teremos a necessidade de remover o agasalho. As principais marcas esportivas têm roupas com estas características.

Origem:

Menopausa: quando o calor não passa nem no inverno




Imagine um calor arrebatador que começa na região do tórax e sobe até a cabeça (ou vice-versa), causa rubor, transpiração e acelera o batimento cardíaco. Assim as mulheres descrevem os fogachos, causados principalmente pela diminuição do hormônio feminino estrogênio durante a menopausa. “Há ainda uma sensação de opressão e angústia bastante desagradáveis”, explica Rogério Bonassi, professor de ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí. “Não à toa, a tradução de fogachos em espanhol é sofocación”, conta.
O incômodo pode durar de alguns segundos até 30 minutos e, da mesma maneira que surge, simplesmente desaparece. As “visitas inesperadas” podem acontecer até 15 vezes por dia – inclusive à noite, atrapalhando consideravelmente a qualidade do sono da mulher – e estenderem-se de seis meses a cinco anos, em média. “Os números de prevalência de fogachos no Brasil são bastante similares aos que temos em outros países, como Estados Unidos”, explica Bonassi. “Eles são comuns e atingem de 85% a 90% das mulheres na menopausa”, aponta.
Mas para o incômodo passageiro não virar um verdadeiro transtorno, que faz despencar a qualidade de vida das mulheres, é preciso procurar um médico. O ginecologista pode ajudar a controlar e a amenizar os sintomas com diferentes atividades ou tratamentos. Exercícios físicos ajudam a equilibrar a produção de hormônios – o que contribui também para amenizar os fogachos –, além de diminuir a ansiedade. “A ioga é uma modalidade que costumamos indicar, por ser bastante relaxante”, conta Bonassi.
Geralmente, mudanças no estilo de vida são suficientes para muitas mulheres: abandonar o tabagismo, aderir à atividade física, adotar uma alimentação saudável e uma rotina equilibrada. Porém, quando tais recursos não são suficientes, o médico pode avaliar o tratamento mais adequado para cada paciente. A terapia de reposição hormonal com estrogênio tem sido utilizada durante muitos anos, pois age diretamente no foco do problema. Ele pode ser natural (extraído de substâncias animais) ou sintético (produzido em laboratórios, a partir de substâncias químicas que “imitam” os hormônios naturais). Entre os hormônios disponíveis no mercado brasileiro, existem o Premarin (estrogênios conjugados naturais, na apresentação creme vaginal ou drágeas) e o Totelle (hormônios sintéticos estradiol e trimegestona, na apresentação drágeas), ambos da Pfizer.
Há ainda a utilização de medicamentos antidepressivos que atuam na recaptação de dois tipos de neurotransmissores, entre eles a noradrenalina, que ajuda a regular o funcionamento do hipotálamo – uma peça importante no controle da temperatura corporal.
Sobre o estrogênio
Esse hormônio tem influência em praticamente todas as características típicas da mulher: crescimento das mamas, alargamento dos quadris, desenvolvimento da vagina e do útero, entre outras. Por isso, ele é conhecido como o hormônio feminino. A produção do estrogênio começa na adolescência, quando essas mudanças afloram, transformando a menina em mulher.
Ao se aproximar da menopausa, as taxas desse hormônio começam a diminuir. Com essa queda, vêm efeitos como menor brilho na pele e mudança em sua textura, secura vaginal e aumento no acúmulo de gordura corporal (especialmente na região abdominal). Além disso, o estrogênio também contribui para a função equilibrada do hipotálamo – região cerebral que ajuda a controlar a temperatura corporal. Com o desequilíbrio é que começam os fogachos.
FOGACHOS
O que são Ondas de calor acompanhadas de angústia e rubor, que acometem mulheres na menopausa.
Por que acontecem A diminuição do hormônio estrogênio durante a menopausa pode desequilibrar o funcionamento do hipotálamo. Essa área do cérebro é uma das responsáveis por regular a temperatura do corpo.
Como controlá-los Adoção de um estilo de vida saudável, que inclui atividade física e alimentação equilibrada. Nos casos mais severos, tratamentos com reposição hormonal ou antidepressivos podem ser adotados.
______________________________________________________________________
Pfizer
Fundada em 1849, a Pfizer é uma das mais completas e diversificadas companhias do setor farmacêutico. Presente em mais de 150 países, a empresa está no Brasil desde 1952. Melhorar a saúde e proporcionar bem-estar fazem parte da missão da Pfizer ao descobrir, desenvolver, fabricar e comercializar medicamentos de prescrição, genéricos e de consumo para Saúde Humana e Animal. A companhia oferece opções terapêuticas para uma variedade de doenças em todas as etapas da vida, com um portfólio que engloba desde vitaminas para gestantes e vacinas para bebês, até medicamentos para doenças complexas, como dor, câncer, tabagismo, infecções e doença de Alzheimer. Entre seus produtos, destacam-se Lípitor, Enbrel, Viagra, Sutent, Lyrica, Rapamune, Champix, Eranz, Centrum, Pristiq, Zyvox, Advil e a vacina Prevenar. A Pfizer também mantém e acompanha projetos sociais voltados para educação, saúde e sustentabilidade no país.

Camila Costantini
(11) 3643-2785
camila.costantini@cdn.com.br

Emocionado, paciente chora ao ver pernas transplantadas


“O paciente está consciente desde a tarde de ontem. Feliz, ele começou a chorar quando viu as pernas”, afirmou o cirurgião durante uma coletiva de imprensa no hospital La Fe de Valência, onde foi feita a operação que durou cerca de dez horas, da tarde de domingo até a manhã de segunda-feira.
“Eu imagino que será capaz de caminhar com o apoio de muletas, e acredito que em um longo prazo poderá andar sem apoio, mas isso já depende de como a reabilitação vai se desenvolver. Se ocorrer tudo como esperamos, seria realista pensar que em seis, sete meses ele pode estar caminhando”, afirmou Cavadas.
Segundo o cirurgião, o paciente pode começar a movimentar as pernas em três semanas e em três meses sustentar seu peso nas novas extremidades.
O paciente, que Cavadas só detalhou ser um jovem “de vinte e poucos anos”, tinha perdido as duas pernas em um acidente de trânsito.
A altura da amputação impedia o uso de próteses e o jovem “estava condenado à cadeira de rodas e suas possibilidades de voltar a andar eram zero”, segundo Cavadas, famoso por ter realizado outros transplantes pioneiros.
O médico se mostrou cauteloso ao afirmar que 24 horas após a operação “é muito cedo, muita coisa ainda pode acontecer”, mas “não esperamos que nada ocorra”.
“O estado clínico é muito estável e logo vai poder sair da Unidade de Tratamento Intensivo”, explicou Cavadas.
A operação realizada na segunda-feira foi autorizada em maio de 2010 pela Organização Nacional de Trasplantes (ONT) e em novembro do mesmo ano o Ministério da Saúde da Espanha anunciou ter autorizado este transplante duplo de pernas. A operação levou quase um ano para ser efetuada porque ainda não havia doadores.

FONTE: JORNAL DO BRASIL

sexta-feira, 11 de março de 2011

Reciclando atitudes!

A Faculdade de Guanambi há alguns meses vem trabalhando num projeto que conscientizou muitas pessoas, FG e você pelo planeta.

Como o nome já diz, somos levados a repensar nossas ações.
 Em uma visita pelo CAPS (Centro de Atenção Pisico-Social) da cidade de Guanambi, orientada pelo professor Jaldo, da matéria de psicologia, tivemos a oportunidade de conhecer cada pedaço daquele lugar e cada pessoa que ali se encontrava.
       Foi magnífico estar em um ambiente em que somos livres para agirmos como loucos. Afinal como o próprio Jaldo comentou... - Aqui eles são normais, vocês é que são anormais já que estão no ambiente deles!

Conversamos com cada um, ouvimos suas histórias, observamos o que sabem fazer, ficamos encantados com as oficinas, o grupo de teatro, as conversas... 
Não poderíamos sair dali, sem deixar nossa marca. 
Lembrando da iniciativa da FG, e vendo o trabalho dos usuários do CAPS, resolvemos também dar a nossa contribuição.
Foram mais de 100 garrafas doadas...


Podemos dizer que a nossa contribuição não foi só para as pessoas do CAPS mas também para o meio ambiente. 
Assim, vibramos, discutimos, nos emocionamos, e com certeza aprendemos muito.




“Não basta que seja pura 
e justa a nossa causa. 
É necessário que a pureza 
e a justiça existam dentro de nós”.
"Agostinho Neto – Do povo buscamos a
força"



sábado, 5 de março de 2011

Casal importa método de reabilitação para pessoas com lesão na medula

Fernanda e Felipe se conheceram durante tratamento nos EUA que já fez deficientes voltarem a andar

Em 2003, aos 17 anos, Fernanda Fontenele sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica. Felipe Costa foi diagnosticado paraplégico em 2008, aos 20 anos, depois que capotou seu automóvel. Decidido a voltar a andar, ele procurou diversos tratamentos até conhecer o Project Walk, um centro de reabilitação avançada na Califórnia, Estados Unidos. Lá, Felipe viu pacientes com lesões medulares voltarem a andar e se tornou o primeiro brasileiro a fazer o tratamento na instituição, assim como uma fonte de informações para compatriotas que vivem a mesma situação.
Felipe conheceu Fernanda por meio dos vídeos que ela colocou na internet no intuito de conseguir dinheiro para viajar e fazer o tratamento. “Os vídeos me comoveram bastante porque as nossas histórias eram parecidas. Começamos a trocar e-mails e eu mandava informações sobre moradia e coisas que poderiam ajudá-la na Califórnia”, conta. Fernanda convocou os amigos, organizou uma campanha e conseguiu o valor necessário. “Quando ela chegou aos EUA, parecia que já nos conhecíamos há muito tempo. Tínhamos muitos sonhos e gostos em comum”, diz ele.
Os dois passaram cerca de um ano nos EUA. Fernanda já recuperou 100% dos movimentos dos braços e um parte dos movimentos das pernas e Felipe já consegue se sustentar em pé. “Foi muito importante termos passado pelo tratamento juntos. A cada movimento novo que eu consegui fazer, mostrava para ela e vice-versa”, conta Felipe. De volta ao Brasil, eles ficaram noivos e agora pretendem terminar o tratamento em um centro que os dois irão inaugurar no dia 16 de novembro em São Paulo. Batizado Centro de Recuperação de Lesão Medular AcreditANDO, a instituição é baseada no Método Dardzinski, desenvolvido no instituto Project Walk, que foi criado há cerca de dez anos, com o objetivo de fazer com que pacientes com lesão medular possam voltar a andar.
O centro será o único da América Latina a utilizar o método e terá capacidade para atender até 15 pessoas ao mesmo tempo. Segundo Fernanda, o método é aplicado em cinco fases, sendo as primeiras dedicadas ao estímulo para criação de massa muscular. “As duas últimas fases são para pessoas que têm o movimento, mas não têm a coordenação para voltar a andar”, diz. “Os exercícios são repetitivos e o clima é de academia.” A área de cerca de mil metros quadrados tem todos os equipamentos importados e duas instrutoras que passaram pelo treinamento na Califórnia. “Já tivemos mais de 100 inscrições”, conta Fernanda. Uma hora de tratamento deve custar entre R$ 100 e R$ 150, sendo que o indicado são três horas da fisioterapia diariamente. No futuro, a instituição deve oferecer também hidroterapia. 

Fonte:http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/1,,EMI186436-17276,00.html



Pesquisa avalia o impacto do carnaval

"Deve ser a melhor dor do mundo, porque você tem a dor e continua fazendo as coisas", comenta um dos médicos da reportagem.

Edição do dia 04/03/2011 - 14h47 - Atualizado em 04/03/2011 14h53
Evaristo Costa - São Paulo, SP

No Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo são atendidos em média 11 mil pacientes por mês. Uma ala de médicos fez um estudo exclusivo pro Jornal Hoje pra saber qual é o impacto do carnaval nos quesitos: pé, coluna e membros superiores.
“Depois dos ensaios e principalmente depois do carnaval aumenta a procura no pronto socorro de ortopedia, seja por dor no pé, por dor na coluna, por dor nos braços”, explica o médico Alexandre Fogaça Cristante.
Coluna
Pelo menos uma vez na vida, 80% das pessoas vão ter dor na coluna. O que dizer de quem ensaia duas, três horas por noite e praticamente todo dia.
“O ideal é que ninguém carregue mais do que 10% do peso normal. Então se a pessoa pesa 60, 70 quilos, o ideal é ela carregar até seis, sete quilos.”
A recomendação para aguentar o peso das fantasias é se preparar antes. “Se ela faz uma atividade física e condiciona a musculatura, no dia ela vai ter bem menos dor porque vai estar preparada para esse esforço”.
Pés
O primeiro resultado mostra que 33% das pessoas entrevistadas têm dor nas costas e 60% delas carregam nos ombros uma fantasia mais pesada que o ideal, de até 12 quilos.
“Quando estou de salto alto, dói um pouquinho a batata da perna, a panturrilha. Porque é o que força pra sustentar”, comenta a passista Carol Magalhães.
Como o salto é obrigatório para as passistas desfilarem, o médico recomenda “alongamento da panturrilha, alongamento da cadeia posterior, atividade física em geral com uma boa caminhada e natação eventualmente”.
Para não cair na avenida, “a recomendação basicamente é de preferência usar calçados que tenham um solado com perfil um pouco menos flexível pra proteger o pé e que abracem o tornozelo pra dar um pouco de estabilidade pra essa região”, sugere Alexandre Leme dos Santos, especialista em pé e tornozelo do Hospital das Clínicas.
Depois que desfilou faz o quê? “O gelo é a melhor opção porque ele funciona como anti-inflamatório e analgésico”, fala Alexandre.
Os doutores descobriram que 82% dos passistas entrevistados têm dor nos pés e 94% algum tipo de calosidade.
Membros superiores
“Dói o braço direito, aqui no ombro assim, porque a gente mexe muito com o braço direito quando toca o repelique”, conta um dos integrantes da bateria.
Eles podem ter trauma por esforço repetitivo.
“Tem que ter técnicas pra todos os instrumentos ou vai cansar. Você pega a técnica da munheca e vai cansar menos. Eu nem mexo meu braço”, mostra outro integrante da bateria.
“As bolhas acabam formando calosidades que nada mais é do que uma proteção da própria pele devido a frequência com que eles fazem isso”, explica o médico.
Para garantir o samba olha só o que os ritmistas passam: 37% dos entrevistados sentem cansaço e dores depois do desfile, principalmente nos ombros e nos braços. A queixa mais comum são bolhas e calos nas mãos.
“Essa deve ser a melhor dor do mundo, né? Porque você tem dor e continua fazendo as coisas”, comenta o cirurgião Marcelo Rosa de Resende. “A conclusão de tudo isso é que quando as pessoas fazem alguma coisa por prazer, a situação que a gente identifica aqui, elas superam a dor com a emoção de estar tocando pela sua escola.”

Fonte:http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/03/pesquisa-avalia-o-impacto-do-carnaval-no-corpo-de-quem-desfila.html